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Embaixador recomenda maior presença de entidades do agro no parlamento europeu

Publicado em 24 de outubro de 2017

Brasília, 24/10/2017 – A maioria dos parlamentares da União Europeia não conhece a realidade da agropecuária brasileira e acaba tendo relacionamento com entidades que defendem os interesses dos produtores europeus, o que resulta em uma barreira para um maior entendimento sobre as condições que tornam a produção no Brasil sustentável e competitiva.

O alerta foi feito pelo Embaixador na União Europeia, Everton Vargas, que recebeu nesta terça-feira (24/10), em Bruxelas, representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Aprosoja Mato Grosso, da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e do Serviço Florestal Brasileiro (SRB) do Ministério do Meio Ambiente.

A comitiva está na Europa nesta semana para promover as ações de sustentabilidade da soja brasileira e apresentar os avanços da implementação do Código Florestal e do Cadastro Ambiental Rural. A Europa é o principal mercado para o farelo de soja do Brasil, com uma participação de 56% do total processado.

“Acabamos de ouvir o Embaixador Everton Vargas comentando sobre a necessidade de nossas associações e entidades estarem com mais frequência no Parlamento Europeu. A imagem que eles têm aqui não é positiva. Precisamos estar mais presentes para que a conversa não seja feita por terceiros”, revelou após o encontro o presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa.

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Um dos objetivos de produtores e processadores é justamente mostrar aos consumidores europeus como é possível conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais do país.

“Estamos aqui trazendo dados da Embrapa que mostram que 66% da vegetação nativa brasileira estão protegidas. Nenhum outro país tem as mesmas condições de produção que o Brasil. Precisamos de estratégias de divulgação dos nossos produtos mostrando que a sustentabilidade do nosso agronegócio se tornou exemplo para o mundo”, salientou Marcos da Rosa.

O 4º Road Show teve início nesta segunda-feira (23/10) com a visita à Embaixada brasileira em Londres. Além de Bruxelas, o grupo irá também às cidades holandesas de Amsterdã e Roterdã, onde haverá um Congresso que é realizado anualmente com todas as indústrias da Europa.

Além de Marcos da Rosa, integram a comitiva Nelson Piccoli, Ricardo Arioli, Cristiane Sassagima Neves e Chantal Gabardo, da Aprosoja Mato Grosso, Fabio Trigueirinho e Bernardo Pires, da Abiove, e Raimundo Deusdará Filho, do SFB.

Legislação ambiental mais rígida

Um estudo elaborado pelo Climate Policy Initiative/ Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio (CPI/ NAPC), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), divulgado na última semana, revelou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rígidas entre os principais países exportadores de produtos agropecuários.

Estudo mostra que Brasil possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo

Dos sete países analisados, o Brasil é o que possui as regras mais rígidas de proteção de Áreas de Preservação Permanente (APP) em propriedades privadas, por exemplo. Enquanto a maioria dos países examinados permite algum grau de manejo sustentável dos recursos florestais e autoriza a prática de agricultura nessas áreas, no Brasil, as APP devem ser compostas por vegetação nativa e não pode haver exploração econômica de seus recursos florestais.

Texto e edição: Vinícius Tavares

Aprosoja Brasil (61) 3551.1640