Grupo de trabalho irá avaliar normas, atos e regulamentos para desburocratizar os procedimentos do Ministério e modernizar sua atuação

Desburocratizar. Essa será a tônica perseguida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nos próximos dias. A orientação foi dada pelo secretário executivo Eumar Novacki, durante reunião realizada na manhã desta quarta (22) com representantes de entidades do agronegócio, em Brasília.
Para o presidente entidade nacional, Marcos da Rosa, a iniciativa é necessária para solucionar os principais entraves do setor. “Precisamos melhorar, evoluir sempre. O MAPA é essencial para o desenvoltura do agro brasileiro, dessa forma criar mecanismo para dar maior agilidade, diminuindo os obstáculos gerados pela burocracia é fundamental para o desenvolvimento da agronegócio”, frisa Da Rosa.
Grupo de Trabalho
Um grupo de trabalho será criado para reavaliar uma série de normas, atos e regulamentos do ministério para atualizá-lo à realidade da agropecuária brasileira. De acordo com Novacki, inúmeras normas do Ministério serão reavaliadas pois existem regramentos da década de 1930 em vigor, que não condizem mais com a realidade vivida pela agricultura brasileira. O grupo seria formado por cinco servidores de carreira do Mapa e representantes de entidades classistas do agro, como a Aprosoja Brasil e a Aprosoja MT.
“É um esforço conjunto para modernizarmos o Mapa. A iniciativa é muito bem-vinda, principalmente porque o Brasil precisa se abrir aos mercados e a possíveis oportunidades de investimento. A burocracia existente nos órgãos públicos dificulta a realização de políticas públicas para o desenvolvimento do setor”, observa o delegado da Aprosoja Brasil e Coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Emerson Zancanaro, que participou da reunião.
Como “dever de casa”, cada entidade representativa irá levantar demandas em seus setores de atuação. “Precisamos dar mais efetividade às câmaras setoriais, por exemplo”,cita Zancanaro. As Associções vão ajudar no levantamento de normas e demais burocracias existentes que atrasam na efetividade de políticas públicas e agronômicas.
“Hoje, o Mapa não possui completa gerência sobre seu orçamento: a tomada de decisões estratégicas com impacto financeiro tem que ser tomada junto a outros ministérios. Isso prejudica o andamento de medidas necessárias, como a atualização do preço mínimo do milho ou o incentivo ao plantio das próximas safras”, disse Zancanaro.
Fonte: Ascom MT com ajustes

