A boa umidade no solo, devido às chuvas de agosto e setembro, tem permitido um rápido avanço no plantio da safra 2018/2019 de soja no Paraná. De acordo com a consultoria AgRural, até quinta-feira, dia 20, 11,2% da área já estava semeada no estado, contra 1,7% no ano passado e 1,9% na média de cinco anos. Este é o início de plantio mais rápido já registrado no histórico da AgRural para o estado.
Os trabalhos de campo estão mais adiantados na região oeste, onde 48% da área já está semeada. O ritmo só não é mais forte porque as chuvas da semana anterior colocaram freio ao avanço das plantadeiras. No norte do estado, o plantio já teve início e deve se intensificar na virada do mês.
Centro-Oeste
No oeste, como é tradicional, as primeiras áreas semeadas são aquelas que receberão algodão na segunda safra. No norte, as chuvas ainda são bem irregulares, mas já levaram grandes produtores a entrar em campo com as plantadeiras.
Em Mato Grosso do Sul, algumas áreas pontuais já foram semeadas no norte, para dar espaço mais adiante à segunda safra de algodão. Mas o ritmo ainda é tímido e apenas 0,1% da área do estado está plantada. Também já há plantio em Rondônia, onde 1,5% da área está semeada.
Brasil
Área
A consultoria revisou sua estimativa de intenção de plantio de soja na safra 2018/2019 do Brasil, que está começando a ser semeada. Estimada em 35,691 milhões de hectares em agosto, a área foi elevada agora em setembro para 35,804 milhões de hectares. Isso representa um avanço de 1,9% sobre os 35,149 milhões de hectares da safra anterior. Quem puxa o aumento de área é a região Norte e Nordeste, onde a oleaginosa deve ganhar 311 mil hectares em relação ao ano passado.

Tomando como base, a linha de tendência de produtividade, a nova estimativa de área resulta em produção potencial de 120,3 milhões de toneladas – 1 milhão de toneladas acima do recorde de 119,3 milhões de toneladas da safra 2017/2018.
O aumento de área é efeito dos bons resultados de produtividade e rentabilidade da safra 2017/2018 e da expectativa, por parte dos produtores, de preços atraentes em reais. A queda dos preços em dólar, que dificulta o avanço dos negócios antecipados em parte do Cerrado, e a nova tabela do frete rodoviário, contudo, limitam a expansão da área de soja. A decisão de alguns produtores de plantar mais milho na primeira safra é outro fator que impede um avanço maior da oleaginosa.
Fonte: Canal Rural




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