{"id":1397,"date":"2013-10-03T18:44:51","date_gmt":"2013-10-03T18:44:51","guid":{"rendered":"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/?p=1397"},"modified":"2013-10-03T18:44:51","modified_gmt":"2013-10-03T18:44:51","slug":"muito-aprendizado-grandes-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/blog\/noticias-novidades\/2013\/10\/03\/muito-aprendizado-grandes-desafios\/","title":{"rendered":"Muito aprendizado, grandes desafios"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/strong>No dia 27 de setembro de 2013, realizamos o <a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/?page_id=1322\">\u201cI F\u00f3rum Brasileiro de Etanol de Milho e Sorgo\u201d.<\/a> E durante um dia inteiro de discuss\u00f5es, pude aprender muito e ver que o excedente do milho no Brasil tem solu\u00e7\u00e3o, podendo ser transformado em Etanol e DDGs. Me chamou aten\u00e7\u00e3o a quantidade de inscritos, interessados e curiosos pelo tema, por volta de 300 participantes estavam presentes no F\u00f3rum, inclusive do Mato Grosso do Sul e de Goi\u00e1s.<br \/>\nO F\u00f3rum tamb\u00e9m contou com a participa\u00e7\u00e3o da maior empresa de engenharia norte-americana atuando no mercado do etanol de milho e que construiu 122 das 200 usinas de etanol dos EUA, al\u00e9m de um representante de outra empresa, a Fermentis, que atua na Argentina, Uruguai e Paraguai.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/f\u00f3rum-de-etanol-painel-1.3-editada.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"f\u00f3rum de etanol - painel 1.3 editada\" src=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/f\u00f3rum-de-etanol-painel-1.3-editada-300x225.jpg\" \/><\/a><br \/>\nE o primeiro painel j\u00e1 come\u00e7ou agitado, debatendo as pol\u00edticas p\u00fablicas para viabilizar o etanol de milho. Para o senador Blairo Maggi, um dos convidados presentes no evento e principais defensores da iniciativa, a produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir de milho vai garantir o equil\u00edbrio da atividade.<br \/>\nNo evento aproveitei para falar sobre a import\u00e2ncia de se agregar valor ao cereal de Mato Grosso.\u00a0 Frisei que a produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho n\u00e3o vai competir com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. A ideia, na verdade, \u00e9 trabalhar com o excedente do cereal e ainda resolver o problema log\u00edstico. Mas o principal seria a produ\u00e7\u00e3o de inteligente de biocombust\u00edvel e um produto proteico altamente competitivo, o DDGS.<br \/>\nE como bem destacou Marcelo Duarte, Diretor Executivo da Aprosoja-MT, \u00e9 preciso neste momento pensar na competitividade do etanol de milho em rela\u00e7\u00e3o ao etanol de cana, nas pol\u00edticas p\u00fablicas de fomento, nos mercados que vamos atender, e no pre\u00e7o que as usinas poder\u00e3o pagar pelo milho.<br \/>\nE ficou claro durante o evento que tamb\u00e9m h\u00e1 viabilidade na produ\u00e7\u00e3o do etanol. Como ressaltou o presidente do Sindalcool-MT, Piero Vicenzo Parini, at\u00e9 2015 o Brasil vai precisar de pelo menos mais 40 usinas para suprir a necessidade de etanol de cana e hoje j\u00e1 existe uma demanda potencial muito grande.<br \/>\nAl\u00e9m disso, como destacou meu amigo Rui Prado, presidente da Famato, os R$ 700 milh\u00f5es disponibilizados pelo Governo Federal para custear os leil\u00f5es de milho em 2013, foram uma alternativa para escoar o excedente de milho, mas n\u00e3o pode ser um modelo sustent\u00e1vel nos pr\u00f3ximos anos.<br \/>\nPara o presidente do F\u00f3rum Nacional de Milho, Odacir Klein, a chave a para viabilidade neste caso est\u00e1 justamente na 2\u00b0 safra de milho em Mato Grosso, que pode trazer problemas para o estado pelo excesso de produ\u00e7\u00e3o, mas que \u00e9 extremamente necess\u00e1ria.<br \/>\nO segundo painel apresentou as experi\u00eancias de sucesso que j\u00e1 existem no pa\u00eds como o caso da Usimat, em Mato Grosso, em seu segundo ano de funcionamento. Primeira usina <i>flex<\/i> do Brasil e do mundo em cana e cereais, deve produzir na safra 2013\/14, cerca de 30 milh\u00f5es de litros de etanol e 15 mil toneladas de DDGS a partir de aproximadamente 85 mil toneladas de milho. O painel tamb\u00e9m mostrou os novos projetos que est\u00e3o sendo desenvolvidos como da Usina Rio Verde, em Goi\u00e1s.<br \/>\nNa parte da tarde, tamb\u00e9m foram discutidas quest\u00f5es de extrema import\u00e2ncia para o setor agr\u00edcola como a viabilidade econ\u00f4mica do etanol de milho e sorgo. Segundo Ot\u00e1vio Celid\u00f4nio, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (IMEA), tanto uma usina flex quanto uma usina <i>full<\/i> s\u00e3o vi\u00e1veis. Para converter uma usina de cana em <i>flex<\/i>, que consume 500 toneladas ao dia, o empres\u00e1rio investir\u00e1 cerca de R$ 17,5 milh\u00f5es. J\u00e1 para uma usina <i>full<\/i> que consome a mesma quantidade estima-se um investimento de R$ 40 a 50 milh\u00f5es.<br \/>\nAinda segundo ele, al\u00e9m do pre\u00e7o do cereal, o mercado do DDGS \u00e9 crucial para definir a viabilidade do projeto j\u00e1 que o subproduto representa 80% do pre\u00e7o do milho. Mas ficou claro que para usinas <i>flex<\/i> foi vi\u00e1vel se utilizar o milho at\u00e9 um pre\u00e7o de R$ 22 por saca,o que torna o neg\u00f3cio extremamente interessante tamb\u00e9m para os produtores que hoje est\u00e3o recebendo at\u00e9 R$ 8 por saca de milho.<br \/>\nPor fim, o \u00faltimo painel\u00a0 trouxe para os participantes do evento quais os desafios em termos de tecnologia, quais os novos processos dispon\u00edveis para a produ\u00e7\u00e3o de etanol e como \u00e9 poss\u00edvel reduzir os custos da produ\u00e7\u00e3o de etanol com v\u00e1rias mat\u00e9rias-primas. E foi muito interessante ver que mesmo dentro da produ\u00e7\u00e3o de etanol em uma usina <i>flex <\/i>\u00e9 poss\u00edvel se fazer v\u00e1rios processos, inclusive um em que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de separa\u00e7\u00e3o na fase de mosto, misturando o que veio do processamento da cana com o do milho.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/forum-de-etanol-painel-4.3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"forum de etanol painel 4.3\" src=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/forum-de-etanol-painel-4.3-300x224.jpg\" \/><\/a><br \/>\nOs americanos da ICM deram uma aula de processamento em usinas <i>full <\/i>e disseram que hoje j\u00e1 se consegue extrair um DDG de alto teor proteico, competitivo at\u00e9 frente ao farelo de soja. E que hoje h\u00e1 uma especializa\u00e7\u00e3o no mercado de DDG, onde se obt\u00e9m tanto produtos ricos em fibras para alimenta\u00e7\u00e3o de ruminantes quanto pobres em fibras e mais ricos em prote\u00ednas para aves e su\u00ednos.<br \/>\nO dia terminou com a afirma\u00e7\u00e3o de que a produ\u00e7\u00e3o de etanol a partir de milho durante a entressafra da cana, nas usinas <i>flex<\/i>, \u00e9 um processo irrevers\u00edvel. Segundo os participantes, h\u00e1 tecnologia e mat\u00e9ria-prima suficiente, basta saber se estamos dispostos a encarar esse desafio.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/encerramento-Glauber.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"encerramento Glauber\" src=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/encerramento-Glauber-300x224.jpg\" \/><\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n*Glauber Silveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 27 de setembro de 2013, realizamos o \u201cI F\u00f3rum Brasileiro de Etanol de Milho e Sorgo\u201d. E durante um dia inteiro de discuss\u00f5es, pude aprender muito e ver que o excedente do milho no Brasil tem solu\u00e7\u00e3o, podendo ser transformado em Etanol e DDGs. 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