{"id":14045,"date":"2023-09-25T16:16:08","date_gmt":"2023-09-25T19:16:08","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/?p=14045"},"modified":"2023-09-25T17:26:04","modified_gmt":"2023-09-25T20:26:04","slug":"aprosoja-brasil-ciencia-e-fatos-precisam-prevalecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/blog\/noticias-novidades\/2023\/09\/25\/aprosoja-brasil-ciencia-e-fatos-precisam-prevalecer\/","title":{"rendered":"Aprosoja Brasil diz a mercado europeu: ci\u00eancia e fatos precisam prevalecer"},"content":{"rendered":"<p>Em miss\u00e3o entre os dias 18 e 22 de setembro a pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, a Aprosoja Brasil e outras entidades representativas de produtores e de exportadores de gr\u00e3os realizaram reuni\u00f5es com membros do corpo diplom\u00e1tico brasileiro e de outros pa\u00edses exportadores e setor privado local, especialmente de ind\u00fastrias processadoras e aliment\u00edcias europeias.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o passou pela Alemanha, Holanda, B\u00e9lgica e It\u00e1lia, todos pa\u00edses com grande relev\u00e2ncia pol\u00edtica e comercial para o Brasil e dentro do bloco europeu. Recentemente, o parlamento europeu aprovou a Lei Antidesmatamento. Por isso mesmo, um dos objetivos da miss\u00e3o foi apresentar fatos e evid\u00eancias que comprovam que o Brasil n\u00e3o s\u00f3 preserva 66% do seu territ\u00f3rio na forma de vegeta\u00e7\u00e3o nativa original, como faz uso de em torno de 8% para a agricultura, ou seja, para produzir alimentos.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Embrapa, em m\u00e9dia, metade das propriedades rurais est\u00e1 preservada e metade \u00e9 utilizada para produ\u00e7\u00e3o de alimentos, o que torna os agricultores brasileiros os \u00fanicos a preservarem o meio ambiente e a produzirem sem subs\u00eddios.<\/p>\n<p>Nos di\u00e1logos com os interlocutores europeu a Aprosoja Brasil transmitiu a mensagem de que os produtores brasileiros exportam comida com servi\u00e7o ambiental agregado, j\u00e1 que s\u00e3o obrigados pelo C\u00f3digo Florestal (Lei 12.651\/2012) a preservar, na \u00e1rea de floresta, 80% no bioma Amaz\u00f4nico, e entre 35% e 20% no bioma Cerrado. Nos demais biomas, a preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 de 20%. \u201cS\u00e3o 280 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a 480 bilh\u00f5es de euros&#8221;, destacou Fabr\u00edcio Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, que integrou o grupo.<\/p>\n<p>Parte dos objetivos da miss\u00e3o para a Aprosoja Brasil foi promover a soja brasileira. Al\u00e9m de ser essencial para a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna e energia de fonte renov\u00e1vel, \u00e9 um gr\u00e3o sustent\u00e1vel do ponto de vista ambiental. \u201cAtualmente, 84% da floresta amaz\u00f4nica est\u00e1 preservada e a soja s\u00f3 \u00e9 plantada em 1,6% da \u00e1rea aberta no bioma. A soja n\u00e3o \u00e9 fator relevante de desmatamento\u201d, observou Rosa.<\/p>\n<p>Quando se fala de Cerrado, o bioma encontra-se com mais de 50% da sua vegeta\u00e7\u00e3o preservada, incluindo vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria que regenerou nos \u00faltimos anos. A agricultura ocupa 15,9% das \u00e1reas abertas no bioma. \u201cTanto na Amaz\u00f4nia quanto no Cerrado, o C\u00f3digo Florestal n\u00e3o nos permite abrir mais \u00e1reas. O que existe ainda no Cerrado s\u00e3o poucas \u00e1reas pass\u00edveis de abertura legal, mas que n\u00e3o amea\u00e7am o bioma, na medida em que o crescimento da agricultura est\u00e1 ocorrendo mais sobre \u00e1reas de pastagens\u201d, salientou Fabr\u00edcio Rosa.<\/p>\n<p>E como parte das exig\u00eancias da nova legisla\u00e7\u00e3o europeia inclui a rastreabilidade da produ\u00e7\u00e3o, foram debatidas as preocupa\u00e7\u00f5es com os protocolos a serem seguidos, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 como garantir que 100% da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os ou farelo desembarcados na Europa sejam rastreados at\u00e9 a sua origem em uma fazenda no Brasil. \u201cAcreditamos que mesmo pa\u00edses europeus teriam dificuldade de cumprir sua pr\u00f3pria norma&#8221;, ponderou o diretor executivo da entidade.<\/p>\n<p><strong>Do Campo \u00e0 Mesa e as boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas brasileiras<\/strong><\/p>\n<p>Tema relevante nas reuni\u00f5es com os membros da ind\u00fastria local, a pol\u00edtica do bloco europeu denominada do From Farm to Fork ou \u201cDo Campo \u00e0 Mesa\u201d em uma tradu\u00e7\u00e3o livre, preocupa pelas metas ambiciosas de, em menos de uma d\u00e9cada, reduzir 50% do uso dos pesticidas qu\u00edmicos e 20% de fertilizantes minerais. Na avalia\u00e7\u00e3o de Fabr\u00edcio Rosa, o grande problema n\u00e3o est\u00e1 na meta para os pa\u00edses europeus, mas para os exportadores de alimentos para a Europa. \u201cA retirada de pesticidas do mercado europeu significa que n\u00e3o ser\u00e1 tolerado qualquer res\u00edduo no alimento consumido, inclusive importado. Se o Brasil precisar deste pesticida para garantir a sua produ\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 problemas em cumprir o limite m\u00e1ximo de res\u00edduo no alimento, o chamado LMR, e deixaria de exportar\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Por isso, parte do objetivo da miss\u00e3o foi demonstrar que a agricultura brasileira alcan\u00e7ou posi\u00e7\u00e3o de alta relev\u00e2ncia no abastecimento de alimento, fibras e energia renov\u00e1vel gra\u00e7as a muita pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, baseado em ci\u00eancia. As boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas como o Plantio Direto, inocula\u00e7\u00e3o da soja poupando fertilizantes nitrogenados e atualmente a crescente ado\u00e7\u00e3o de biol\u00f3gicos, n\u00e3o foram s\u00f3 escolhas, mas uma necessidade. Como consequ\u00eancia, al\u00e9m de se tornar um dos tr\u00eas maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, o Brasil reduziu a necessidade de \u00e1rea plantada, uso de insumos qu\u00edmicos, menores emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, al\u00e9m de fixa\u00e7\u00e3o de carbono no solo.<\/p>\n<p>Embora o agricultor brasileiro fa\u00e7a at\u00e9 tr\u00eas safras por ano na mesma \u00e1rea, preservando milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, sendo os que mais adotam biol\u00f3gicos no mundo \u2013 55% contra 33% na Fran\u00e7a \u2013, ele ainda depende de adubos e pesticidas qu\u00edmicos. O produtor de soja \u00e9 o que mais consome; 65% do mercado de biol\u00f3gicos \u00e9 para a soja. Nossos solos s\u00e3o pobres e nossas pragas s\u00e3o agressivas e ainda n\u00e3o existem alternativas vi\u00e1veis. Especialmente quando falamos de controle de ervas daninhas, ainda n\u00e3o h\u00e1 alternativas aos herbicidas.<\/p>\n<p>Em processo de reavalia\u00e7\u00e3o sem conclus\u00e3o at\u00e9 o momento, o herbicida glifosato tamb\u00e9m foi parte das preocupa\u00e7\u00f5es nos di\u00e1logos com o corpo diplom\u00e1tico e a ind\u00fastria europeia. Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 substituto \u00e0 altura para o herbicida. Todo o sistema conservacionista de solo e \u00e1gua do Plantio Direto com soja, milho, algod\u00e3o e v\u00e1rios outros gr\u00e3os no Brasil e em outros pa\u00edses dependem do herbicida. A mensagem deixada, nesse caso, foi do desastre que seria para as rela\u00e7\u00f5es comerciais da Europa com os outros mercados se n\u00e3o fosse mais admitida a importa\u00e7\u00e3o de alimentos produzidos com o uso de glifosato como herbicida.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil adota LMR de 10 mg\/kg de soja, enquanto na Europa se admite 20 mg\/kg. Mas, caso n\u00e3o seja renovado, o limite cai a zero (0,01 mg\/kg). O \u00f3rg\u00e3o europeu n\u00e3o encontrou riscos para a renova\u00e7\u00e3o, mas a pol\u00edtica do From Farm to Fork est\u00e1 pressionando para uma decis\u00e3o n\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>As mensagens de riscos ao com\u00e9rcio entre os pa\u00edses por decis\u00f5es n\u00e3o t\u00e9cnicas e n\u00e3o baseadas em fatos e ci\u00eancia foram bem recebidas. Esfor\u00e7os para promover entendimento e negocia\u00e7\u00f5es foram firmados, para atingir objetivos de sustentabilidade, com razoabilidade e respeito aos acordos internacionais de com\u00e9rcio. O interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es seguir\u00e1 ocorrendo. E ficou claro que a imposi\u00e7\u00e3o da Lei Antidesmatamento nas condi\u00e7\u00f5es atuais, ou a redu\u00e7\u00e3o a zero de LMRs como no do glifosato, seriam um desastre para o com\u00e9rcio do Brasil e de v\u00e1rios outros pa\u00edses para o bloco europeu.<\/p>\n<p><strong>Participantes da Miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa) e Bayer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em miss\u00e3o entre os dias 18 e 22 de setembro a pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, a Aprosoja Brasil e outras entidades representativas de produtores e de exportadores de gr\u00e3os realizaram reuni\u00f5es com membros do corpo diplom\u00e1tico brasileiro e de outros pa\u00edses exportadores e setor privado local, especialmente de ind\u00fastrias processadoras e aliment\u00edcias europeias. 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