
{"id":2038,"date":"2014-04-29T11:49:24","date_gmt":"2014-04-29T11:49:24","guid":{"rendered":"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/?p=2038"},"modified":"2014-04-29T11:49:24","modified_gmt":"2014-04-29T11:49:24","slug":"qual-o-futuro-do-etanol-de-milho-dos-eua-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/blog\/noticias-novidades\/2014\/04\/29\/qual-o-futuro-do-etanol-de-milho-dos-eua-2\/","title":{"rendered":"Qual o futuro do etanol de milho dos EUA?"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil a Aprosoja-BR e a Aprosoja-MT t\u00eam buscado alternativas para amenizar o problema da log\u00edstica do milho produzido na regi\u00e3o central do pa\u00eds. Afinal, s\u00e3o mais de 30 milh\u00f5es de toneladas de excedente de produ\u00e7\u00e3o e que, apesar da grande efici\u00eancia produtiva dos agricultores brasileiros, t\u00eam margem negativa em virtude da precariedade da log\u00edstica. Para se ter uma ideia, a cada tr\u00eas sacas enviadas ao porto, duas v\u00e3o para custear o frete.<br \/>\nEnquanto a sonhada log\u00edstica n\u00e3o acontece em sua totalidade, a Aprosoja-MT h\u00e1 cinco anos vem estudando a viabilidade do etanol de milho espelhada na experi\u00eancia norte americana. Com isto, fizemos f\u00f3runs de discuss\u00e3o e estudos de viabilidade para realidade brasileira. A consultoria C\u00e9leres e o IMEA t\u00eam se empenhado nos dados para encontrar os gargalos do etanol de milho e cereais brasileiro.<br \/>\n<figure id=\"attachment_2043\" aria-describedby=\"caption-attachment-2043\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Glauber-e-Fabr\u00edcio-EUA-editada-novamente.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2043\" alt=\"Glauber e Fabr\u00edcio EUA editada novamente\" src=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Glauber-e-Fabr\u00edcio-EUA-editada-novamente-300x266.jpg\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2043\" class=\"wp-caption-text\">Visita aos associados da Nacional Corn Growers Association<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMas o etanol de milho no Brasil j\u00e1 \u00e9 uma realidade, com duas usinas flex operando no MT, produzindo etanol de cana na safra e de milho na entressafra, enquanto em Goi\u00e1s outra est\u00e1 j\u00e1 sendo implantada. Mas isto \u00e9 pouco, queremos mais e por isto em junho iremos realizar um f\u00f3rum no Brasil mostrando v\u00e1rias experi\u00eancias internacionais de produ\u00e7\u00e3o de etanol de cereais. E para dar encaminhamento a este f\u00f3rum eu e o executivo da Aprosoja-BR, Fabr\u00edcio Rosa, estivemos neste final de abril nos EUA falando com aqueles que deram o passo inicial do programa naquele pa\u00eds.<br \/>\nNos EUA falamos com Paul Taylor, diretor da Nacional Corn Growers Association e com Dave Loos da Illinois Corn Growers Association. Nosso objetivo era saber a realidade do programa de etanol americano e o que eles esperam para o futuro. Afinal, a cada ano vemos not\u00edcias que preocupam os produtores do Brasil, pois sabemos o impacto que a produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho nos EUA teve nos pre\u00e7os n\u00e3o s\u00f3 do milho, mas tamb\u00e9m da soja. Conversamos muito com eles sobre o programa de etanol norte-americano e o conte\u00fado desta conversa eu relato a seguir.<br \/>\nNo in\u00edcio do programa, o etanol era o produto mais importante,apesar do processo produzir tamb\u00e9m o DDGS (res\u00edduo concentrado proteico) e \u00f3leo. Por\u00e9m, a partir do ano passado o DDGS passou a ser mais relevante, pois a falta de prote\u00edna vegetal devido ao baixo estoque de soja fez a demanda pelo produto crescer at\u00e9 se tonar mais importante economicamente que o etanol. O mercado interno dos EUA passou a demandar muito DDGS, sendo que hoje ele j\u00e1 comp\u00f5e 25% da ra\u00e7\u00e3o de su\u00ednos e 20% da ra\u00e7\u00e3o de bovinos no pa\u00eds, e isto tem crescido mais a cada ano.<br \/>\nSegundo Dave Loos, no in\u00edcio eles n\u00e3o sabiam o que fazer com o DDGS, mas hoje as pesquisas t\u00eam mostrado que \u00e9 poss\u00edvel atingir teores de at\u00e9 80% de DDGS na ra\u00e7\u00e3o para bovinos e os confinamentos pr\u00f3ximos \u00e0s usinas t\u00eam usado o DDG l\u00edquido. Paul Taylor nos relatou que s\u00f3 a ind\u00fastria de frango, mais tradicional, tem sido resistente ao uso do DDGS na ra\u00e7\u00e3o. Mas eles est\u00e3o vencendo esta resist\u00eancia atrav\u00e9s da pesquisa, mostrando os benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade de se consumir frango produzido com DDGS. Convencendo os consumidores eles tirariam esta barreira, pois as empresas avi\u00e1rias se veriam for\u00e7adas a utilizar o DDGS.<br \/>\nAtualmente, muitas empresas est\u00e3o retirando o \u00f3leo no processo de secagem do DDGS, e este \u00f3leo \u00e9 usado na produ\u00e7\u00e3o de biodiesel. Hoje, 30% do biodiesel dos EUA \u00e9 produzido a partir do \u00f3leo oriundo das usinas de etanol de milho.<br \/>\nPerguntamos a eles qual foi o papel do governo no programa de etanol de milho, se houve incentivo financeiro. Eles nos disseram que o incentivo do governo federal foi na legisla\u00e7\u00e3o que garantiu a adi\u00e7\u00e3o do etanol na gasolina. Esta legisla\u00e7\u00e3o deu suporte e seguran\u00e7a para que as ind\u00fastrias se formassem, pois possibilitou que contratos de longo prazo fossem estabelecidos. Por\u00e9m houve incentivo Estadual a instala\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias, o governo em Illinois, por exemplo, apoiava com U$15 milh\u00f5es por empresa com um limite de U$5 milh\u00f5es para cada ind\u00fastria, isto incentivava que muitas companhias instalassem pelo menos tr\u00eas ind\u00fastrias.<br \/>\nA ind\u00fastria de etanol de milho nos EUA \u00e9 feita de grandes corpora\u00e7\u00f5es ou grandes cooperativas, s\u00e3o grandes fornecedores de milho, grandes compradores do etanol, grandes compradores de DDGS e grandes confinamentos. Tudo \u00e9 em ampla escala sem atravessadores &#8211; o sistema \u00e9 integrado.<br \/>\nNos EUA eles est\u00e3o investindo muito na pesquisa do etanol de milho de segunda gera\u00e7\u00e3o que utiliza a planta toda, ou seja, \u00e9 utilizada a palha, o colmo, a espiga com palha e sabugo na produ\u00e7\u00e3o de etanol. Os estudos mostram que o etanol produzido a partir da planta ser\u00e1 uma grande revolu\u00e7\u00e3o pela quantidade que poder\u00e1 render e tamb\u00e9m pela quantidade e qualidade do DDGS que ter\u00e1 um teor de prote\u00edna muito superior ao atual. Com isto, a produ\u00e7\u00e3o de energia e alimento por hectare ser\u00e1 fant\u00e1stica.<br \/>\nQuestionamos sobre a velha discuss\u00e3o sobre alimentos verso combust\u00edvel, eles disseram que existe e sempre vai existir. Mas, a grande quest\u00e3o \u00e9 a import\u00e2ncia do equil\u00edbrio na cadeia, a ind\u00fastria da carne, de qualquer lugar do mundo, quer comprar milho e soja muito barato e isto n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel, mais \u00e9 preciso entender que estamos em um novo tempo e com novos patamares de pre\u00e7os.<br \/>\nFicou claro para n\u00f3s que o programa de etanol de milho nos EUA teve um grande sucesso pelo trabalho conjunto de governo, iniciativa privada e produtores, no qual cada um fez sua parte e a cumpriu. No Brasil, temos uma legisla\u00e7\u00e3o semelhante, mas por outro lado, o governo regula o pre\u00e7o da gasolina e mata o incentivo ao etanol criado na legisla\u00e7\u00e3o tirando a viabilidade das usinas de cana. Temos um \u00e1rduo trabalho pela frente para construir modelos seguros de investimentos e um mercado potencial atrativo para todos, produtores de milho e produtores de etanol e DDGS.<br \/>\nGlauber Silveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil a Aprosoja-BR e a Aprosoja-MT t\u00eam buscado alternativas para amenizar o problema da log\u00edstica do milho produzido na regi\u00e3o central do pa\u00eds. Afinal, s\u00e3o mais de 30 milh\u00f5es de toneladas de excedente de produ\u00e7\u00e3o e que, apesar da grande efici\u00eancia produtiva dos agricultores brasileiros, t\u00eam margem negativa em virtude da precariedade da log\u00edstica. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2039,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-novidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2038"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2038\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}