{"id":3419,"date":"2014-11-18T11:39:49","date_gmt":"2014-11-18T11:39:49","guid":{"rendered":"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/2014\/?p=3419"},"modified":"2014-11-18T11:39:49","modified_gmt":"2014-11-18T11:39:49","slug":"os-alimentos-nao-estao-contaminados-com-agrotoxicos-com-a-palavra-a-anvisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/blog\/artigos\/2014\/11\/18\/os-alimentos-nao-estao-contaminados-com-agrotoxicos-com-a-palavra-a-anvisa\/","title":{"rendered":"Os alimentos n\u00e3o est\u00e3o contaminados com agrot\u00f3xicos, com a palavra a Anvisa"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_3420\" aria-describedby=\"caption-attachment-3420\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/2014\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Almir-Dalpasquale.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3420 size-medium\" src=\"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/2014\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/Almir-Dalpasquale-214x300.jpg\" alt=\"Almir Dalpasquale\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3420\" class=\"wp-caption-text\">Presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale<\/figcaption><\/figure><br \/>\nSegundo dados divulgados na \u00faltima sexta-feira (14\/11) pela Anvisa, 98% dos alimentos foram considerados pr\u00f3prios para o consumo conforme \u00a0relat\u00f3rio do \u00a0Programa de Analise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (PARA) para o ano de 2012.<br \/>\nOs limites m\u00e1ximos de res\u00edduo de agrot\u00f3xicos encontrados foram respeitados, sendo a maior parte das inconformidades do tipo produtos n\u00e3o registrados para a cultura analisada. Isto refor\u00e7ou a tese de que o grande gargalo est\u00e1 na falta de produtos registrado para algumas culturas, as chamadas <em>Minor Crops<\/em> ou culturas de baixo suporte fitossanit\u00e1rios, por\u00e9m s\u00e3o a maior parte das frutas, legumes e verduras que consumimos. Por exemplo: mel\u00e3o, morango, goiaba, manga, mandioca, alface, cebola, piment\u00e3o, pepino, jil\u00f3, maxixe, vagem, quiabo, cebolinha, coentro&#8230;<br \/>\nPara essas culturas, por uma quest\u00e3o de mercado, n\u00e3o \u00e9 lucrativo registrar produtos fitossanit\u00e1rios (agrot\u00f3xicos) o que deixa esses produtores sem op\u00e7\u00e3o se n\u00e3o usar produtos registrados para um mesmo alvo (praga), mas para outra cultura.<br \/>\nA grande surpresa foi a mudan\u00e7a de postura louv\u00e1vel da Ag\u00eancia, que fez a leitura correta dos dados, inclusive destacando que os consumidores poderiam consumir os alimentos, pois n\u00e3o haveria nenhum risco. Em divulga\u00e7\u00f5es anteriores a inconformidade se transformava em contamina\u00e7\u00e3o o que prejudicava profundamente os produtores daqueles produtos, normalmente produtores familiares de piment\u00e3o, berinjela, beterraba entre outras culturas.<br \/>\nInfelizmente, apesar de soja e outras grandes culturas com milho, algod\u00e3o, cana-de-a\u00e7\u00facar serem extremamente tecnificadas e seguirem todas as recomenda\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para o operador e para o meio ambiente, s\u00e3o estereotipadas junto com uma not\u00edcia sensacionalista como poluidores.<br \/>\nFicou claro que a grande quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o uso do produto, mas seu registro, o que \u00e9 um grande gargalo hoje no Brasil. O sistema de processo de registro de agrot\u00f3xicos no pa\u00eds \u00e9 provavelmente o mais burocr\u00e1tico e moroso do mundo. Chega a levar mais de 7 anos para sair um registro. Uma fila de mais de mil pedidos aguardando carimbos, an\u00e1lises e rean\u00e1lises.<br \/>\n\u00c9 obvio ululante que todos querem alimentos seguros e se poss\u00edvel sem ter que usar agrot\u00f3xicos, inclusive os pr\u00f3prios produtores t\u00eam um custo para utiliz\u00e1-los. Mas infelizmente ainda n\u00e3o conseguimos garantir alimentos abundantes e baratos sem estes produtos. Ademais, seguindo recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, \u00e9 poss\u00edvel produzir com seguran\u00e7a como ficou patente no relat\u00f3rio da Anvisa.<br \/>\nPor\u00e9m, o maior mal que aflige produtores e amea\u00e7a o abastecimento \u00e9 justamente a falta de agilidade de novos registros, mais eficientes, com necessidade de doses menores e, portanto, de menor risco. E infelizmente, entram nessa conta tamb\u00e9m os biol\u00f3gicos.<br \/>\nCom o passar dos anos pela frequ\u00eancia de uso, alguns produtos perdem efici\u00eancia assim como um antibi\u00f3tico sendo usado para o mesmo agente infeccioso. Se n\u00e3o houver um novo produto para fazer uma rota\u00e7\u00e3o com o primeiro, a tend\u00eancia \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o da praga ou doen\u00e7a comece a sair do n\u00edvel de controle e passe para o n\u00edvel de dano da cultura (n\u00e3o se elimina a praga, apenas se aprende a conviver com ela).<br \/>\nSendo assim, ou mudamos o sistema de registro de novos produtos fitossanit\u00e1rios ou aos poucos vamos ver cada vez mais preju\u00edzos nas planta\u00e7\u00f5es por falta de suporte fitossanit\u00e1rio adequado. Vimos com grande alegria os produtores no oeste baiano aprenderem a conviver com a Helicoverpa do jeito correto, usando produtos biol\u00f3gicos, entrando com controle qu\u00edmico s\u00f3 quando necess\u00e1rio.<br \/>\nAgora precisamos de uma contrapartida do governo e do Congresso Nacional. Trabalharmos como uma na\u00e7\u00e3o pelo futuro do Brasil. Deixarmos de lado pensamentos xiitas e que n\u00e3o agregam nada. Se formos guiados pela l\u00f3gica, ci\u00eancia, bom senso, e pelos fatos, todos deveremos caminhar para o mesmo caminho. Uma revis\u00e3o do marco legal de agrot\u00f3xicos em conjunto com o rito do processo de registro. Afinal, contra fatos n\u00e3o h\u00e1 argumentos como deixou claro o relat\u00f3rio da Anvisa.<br \/>\n*Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo dados divulgados na \u00faltima sexta-feira (14\/11) pela Anvisa, 98% dos alimentos foram considerados pr\u00f3prios para o consumo conforme \u00a0relat\u00f3rio do \u00a0Programa de Analise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (PARA) para o ano de 2012. 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