{"id":5697,"date":"2016-03-02T12:36:03","date_gmt":"2016-03-02T12:36:03","guid":{"rendered":"http:\/\/aprosojabrasil.com.br\/2014\/?p=5697"},"modified":"2016-03-02T12:36:03","modified_gmt":"2016-03-02T12:36:03","slug":"frete-rodoviario-para-escoar-soja-em-grao-deve-subir-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/blog\/destaques\/2016\/03\/02\/frete-rodoviario-para-escoar-soja-em-grao-deve-subir-30\/","title":{"rendered":"Frete rodovi\u00e1rio para escoar soja em gr\u00e3o deve subir 30%"},"content":{"rendered":"<p>Com a proximidade do pico da colheita de soja no Centro-Oeste, os fretes rodovi\u00e1rios para o transporte do gr\u00e3o dos principais munic\u00edpios produtores da regi\u00e3o aos terminais ferrovi\u00e1rios e portos do pa\u00eds dever\u00e3o subir cerca de 20% em mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, conforme proje\u00e7\u00e3o do Grupo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Log\u00edstica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queir\u00f3z (EsalqLog). Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2015, a alta tende a alcan\u00e7ar 30%, bem acima da infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsse incremento dos custos do transporte dom\u00e9stico do gr\u00e3o, que normalmente ficam a cargo dos produtores, contrasta com a expressiva queda dos fretes mar\u00edtimos cobrados dos portos brasileiros at\u00e9 os terminais dos pa\u00edses importadores, que em fevereiro atingiram o mais baixo n\u00edvel em 31 anos. Mas essa curva descendente, que dever\u00e1 se aprofundar nos pr\u00f3ximos meses, beneficia as tradings, n\u00e3o os agricultores.<br \/>\n&#8220;Esse aumento dos fretes dom\u00e9sticos parece elevado, mas o diesel ficou 15% mais caro no \u00faltimo ano, os pneus subiram 12% e a m\u00e3o de obra, 9%. Sem falar na principal diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a 2015, que foi a implanta\u00e7\u00e3o de ped\u00e1gios na rodovia BR-163. S\u00e3o tr\u00eas novas pra\u00e7as em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que ficam sob nossa responsabilidade&#8221;, diz Dirceu Capeleto, presidente da transportadora Bergamasco e diretor da Associa\u00e7\u00e3o de Transportadores de Carga de Mato Grosso (ATC). &#8220;Um caminh\u00e3o de nove eixos que transporta soja paga quase R$ 2 mil de ped\u00e1gio para ir de Sorriso a Santos, um custo novo para n\u00f3s&#8221;.<br \/>\nEm janeiro, j\u00e1 houve reajustes superiores a 20% na compara\u00e7\u00e3o anual. De Sorriso (MT) ao porto de Santos (SP) \u2013 pouco mais de 2 mil quil\u00f4metros -, o frete para o transporte de soja passou de R$ 235 para R$ 300 a tonelada. De Sorriso a Rondon\u00f3polis, onde fica o principal terminal ferrovi\u00e1rio de Mato Grosso, o valor m\u00e9dio do frete passou de R$ 81 para R$ 105 a tonelada. Com esse salto, os pre\u00e7os voltaram aos patamares de 2014, depois de um ano de &#8220;tr\u00e9gua&#8221; provocado pelo excesso de oferta por parte dos transportadores \u2013 o que, inclusive, provocou uma longa greve de caminhoneiros.<br \/>\n&#8220;O cr\u00e9dito barato para a compra de caminh\u00f5es em meados de 2014 inundou o mercado de aventureiros, que n\u00e3o conseguiram se manter no neg\u00f3cio. O cen\u00e1rio mudou, n\u00e3o houve amplia\u00e7\u00e3o de frota pelas grandes empresas e a rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda ficou mais equilibrada&#8221;, afirma o presidente da ATC, Miguel Mendes. Al\u00e9m disso, a maior regularidade no transporte de gr\u00e3os ao longo do ano, resultado do incremento das exporta\u00e7\u00f5es de milho safrinha, proporcionou um maior equil\u00edbrio financeiro \u00e0s empresas.<br \/>\nSamuel da Silva Neto, economista e pesquisador da EsalqLog, concorda que as exporta\u00e7\u00f5es de milho mato-grossense passaram a manter os caminhoneiros na ativa tamb\u00e9m nos \u00faltimos meses do ano e observa que esse movimento dever\u00e1 se repetir em 2016. Por isso, diz, os reajustes dos fretes previstos para mar\u00e7o s\u00e3o sazonais e os valores dever\u00e3o recuar depois de maio. Ele tamb\u00e9m ressalta que, em d\u00f3lar, os pre\u00e7os est\u00e3o est\u00e1veis. &#8220;As tradings e os negociadores ter\u00e3o poder de barganha nos pr\u00f3ximos meses, porque manter\u00e3o os trabalhos de transporte de gr\u00e3os durante o ano todo&#8221;, afirma.<br \/>\nNo caso das tradings, qualquer vantagem dom\u00e9stica nas negocia\u00e7\u00f5es com produtores e transportadores se somar\u00e1 \u00e0 corrente a elas favor\u00e1vel nos fretes mar\u00edtimos, que j\u00e1 est\u00e3o em queda h\u00e1 alguns anos. &#8220;A derrocada do petr\u00f3leo foi fundamental para reduzir o frete dos navios, em uma tend\u00eancia que j\u00e1 dura uma d\u00e9cada e inicialmente foi motivada pelo aumento do fluxo de embarca\u00e7\u00f5es no mundo&#8221;, diz Arthur da Assun\u00e7\u00e3o Neto, gerente da operadora portu\u00e1ria Alphamar. Em 10 de janeiro, o Baltic Dry Bulk (indicador global de fretes mar\u00edtimos) atingiu 290 pontos, o menor n\u00edvel em 31 anos. Hoje, est\u00e1 em 329 pontos.<br \/>\nRasmus Saltoste, gerente-geral do armador dinamarqu\u00eas Norden no Brasil, afirma que, em janeiro de 2015, a rota Brasil-China custava US$ 35 a tonelada de soja, valor que hoje n\u00e3o passa de US$ 18, a depender dos portos de origem e de destino e do volume da carga. H\u00e1 cinco ou seis anos, era US$ 60 por tonelada. Mas ele n\u00e3o reclama. &#8220;O valor absoluto caiu, mas os custos tamb\u00e9m, o que nos mant\u00e9m com lucratividade. Al\u00e9m disso, nas \u00faltimas d\u00e9cadas deixamos de ficar ref\u00e9ns da sazonalidade das safras, porque nossos navios transportam quaisquer gran\u00e9is \u2013 como min\u00e9rio de ferro, que tem um fluxo mais constante durante o ano&#8221;. Segundo ele, essa queda foi integralmente repassada \u00e0s tradings.<br \/>\nMesmo assim, no front dom\u00e9stico as tradings continuam pouco dispostas a negociar. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil, porque algumas delas praticamente dominam regi\u00f5es inteiras e os transportadores s\u00e3o obrigados a aceitar suas ofertas&#8221;, afirma Saltoste. Luimar Geme, produtor em Sorriso, engrossa o coro, mas ressalva que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, o problema pode ser minimizado com boas negocia\u00e7\u00f5es futuras do gr\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Se travamos um pre\u00e7o para o frete tamb\u00e9m quando negociamos a soja que ainda ser\u00e1 colhida, normalmente nos damos melhor. No pico da colheita, os pre\u00e7os sobem mesmo e quem tem que vender acaba pagando caro pelo frete. Os valores sempre nos s\u00e3o dados pelas tradings e n\u00e3o temos muito como negociar. \u00c9 aceitar e pronto&#8221;, afirma ele, que vendeu em 2015 cerca de 60% da produ\u00e7\u00e3o que est\u00e1 colhendo agora.<br \/>\nProcuradas pelo Valor, grandes tradings como ADM, Bunge e Louis Dreyfus Commodities n\u00e3o quiseram conceder entrevistas sobre o assunto. A Cargill enviou uma nota sobre a quest\u00e3o, mas se limitou a afirmar que &#8220;os fretes internos subiram dentro dos patamares de 2015, com reajuste alinhado \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es das rodovias e cobran\u00e7a de novos ped\u00e1gios, a exemplo da BR-163&#8221;.<br \/>\nFonte : Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a proximidade do pico da colheita de soja no Centro-Oeste, os fretes rodovi\u00e1rios para o transporte do gr\u00e3o dos principais munic\u00edpios produtores da regi\u00e3o aos terminais ferrovi\u00e1rios e portos do pa\u00eds dever\u00e3o subir cerca de 20% em mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, conforme proje\u00e7\u00e3o do Grupo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Log\u00edstica da Escola [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,7],"tags":[],"class_list":["post-5697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias-novidades"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5697"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5697\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}