{"id":11080,"date":"2019-09-19T13:58:18","date_gmt":"2019-09-19T16:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosojago.com.br\/?p=11080"},"modified":"2019-09-19T13:59:46","modified_gmt":"2019-09-19T16:59:46","slug":"aprosoja-go-alerta-sobre-incendios-rurais-e-mostra-exemplo-de-sucesso-no-combate-ao-fogo-no-sudoeste-goiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/blog\/2019\/09\/19\/aprosoja-go-alerta-sobre-incendios-rurais-e-mostra-exemplo-de-sucesso-no-combate-ao-fogo-no-sudoeste-goiano\/","title":{"rendered":"Aprosoja-GO alerta sobre inc\u00eandios rurais e mostra exemplo de sucesso no combate ao fogo no Sudoeste goiano"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Produtores lutam para combater os preju\u00edzos das queimadas nas propriedades e mant\u00eam projeto que apaga o fogo e acende a esperan\u00e7a em comunidades locais<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Clima seco, altas temperaturas, palhada no solo, ventania. Est\u00e1 lan\u00e7ado o combust\u00edvel que fomenta o fogo nas beiras de estradas e propriedades rurais nesta \u00e9poca do ano. Todos os dias, os grupos de WhatsApp comunicam inc\u00eandios, pequenos ou grandes, nas diversas regi\u00f5es de Goi\u00e1s. Sejam \u00e1reas que est\u00e3o prontas para o cultivo da soja a partir do dia 25, canaviais ou regi\u00f5es pr\u00f3ximas a linhas de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica sem manuten\u00e7\u00e3o, basta uma fagulha para gerar focos de queimadas que podem crescer rapidamente e devastar tudo pela frente.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo de alto potencial de inc\u00eandios nas propriedades, a Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho de Goi\u00e1s (Aprosoja-GO) alerta os produtores a prevenir incidentes. \u201cNesses dias \u00e9 importante n\u00e3o fazermos atividades de campo entre 10h e 15h, porque a probabilidade de inc\u00eandios \u00e9 maior. Toda a popula\u00e7\u00e3o da zona rural ou urbana tamb\u00e9m pode contribuir, evitando queimar lixo e jogar bituca de cigarro nas estradas, por exemplo\u201d, cita o presidente da entidade, Adriano Barzotto.<\/p>\n<p>Diferente do que se propaga, o produtor rural n\u00e3o \u00e9 o vil\u00e3o das queimadas, pois \u00e9 um dos agentes mais prejudicados. A pr\u00e1tica do fogo n\u00e3o \u00e9 recomendada agronomicamente, j\u00e1 que as perdas s\u00e3o maiores que os ganhos, explica o consultor t\u00e9cnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro.<\/p>\n<p>\u201cAs queimadas eliminam a cobertura vegetal e alteram as caracter\u00edsticas f\u00edsicas do solo, fomentando a eros\u00e3o e favorecendo sua compacta\u00e7\u00e3o, o que limita a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e aumenta a resist\u00eancia \u00e0 penetra\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes. Estudos mostram tamb\u00e9m que a queimada diminui a atividade biol\u00f3gica do solo, al\u00e9m de afetar a disponibilidade de nutrientes importantes para as plantas\u201d, explica o engenheiro agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>Por isso, mais uma vez, os produtores rurais t\u00eam se mobilizado para evitar queimadas em suas lavouras. \u201cEstamos com problemas s\u00e9rios no Estado de Goi\u00e1s e temos trabalhado para preservarmos o nosso ambiente, as nossas palhadas e as nossas propriedades\u201d, ressalta o presidente da Aprosoja-GO.<\/p>\n<p><strong>Rapidez no combate ao fogo<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio que costuma gerar desespero e preju\u00edzos vem mudando gra\u00e7as \u00e0 uni\u00e3o de produtores rurais (de gr\u00e3os, cana-de-a\u00e7\u00facar e pecu\u00e1ria) no Sudoeste goiano. Juntos, eles combatem o fogo pelas vias terrestre e a\u00e9rea, uma soma de for\u00e7as que na maioria dos casos consegue controlar o fogo rapidamente.<\/p>\n<p>Assim que surge um foco de inc\u00eandio na regi\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada em grupos de WhatsApp formados por produtores, funcion\u00e1rios e gerentes de fazendas e militares do Corpo de Bombeiros. Enquanto mobilizam m\u00e1quinas (trator com grade, caminh\u00e3o pipa) e pessoal para ajudar a combater o fogo, o grupo de WhatsApp da Brigada A\u00e9rea \u00e9 acionado para deslocar uma, duas ou tr\u00eas aeronaves, dependendo do tamanho do foco.<\/p>\n<p>O trabalho tem feito a diferen\u00e7a na regi\u00e3o. \u201cAntes tinha vez que chegava a queimar 500, 800, 1.000 hectares de palhada e reserva ambiental\u201d, conta Vanderlei Secco, agricultor em Rio Verde e idealizador do projeto. \u201cEsse ano temos controlado grandes incidentes porque no momento do foco, a gente j\u00e1 aciona as brigadas terrestre e a\u00e9rea. Tem vez que o avi\u00e3o s\u00f3 faz um lan\u00e7amento de \u00e1gua [cada aeronave comporta cerca de 700 litros] e j\u00e1 ajuda o trabalho terrestre ou mesmo resolve o foco de inc\u00eandio\u201d, ressalta, destacando a intera\u00e7\u00e3o entre as brigadas para o sucesso das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o apoio do Sindicato Rural do munic\u00edpio, os grupos no WhatsApp para avisar e combater queimadas funcionam em Rio Verde h\u00e1 alguns anos. O refor\u00e7o a\u00e9reo veio no ano passado, depois que um grande inc\u00eandio na fazenda do Vanderlei foi controlado com a ajuda de um avi\u00e3o. Ele ent\u00e3o decidiu reunir produtores para contratar a empresa de avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola na entressafra, justamente quando aumentam as queimadas e diminui a demanda pelos servi\u00e7os de semeadura, aduba\u00e7\u00e3o e pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9reas.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes acontecia de pegar fogo numa \u00e1rea grande e demorar de duas a tr\u00eas horas para o nosso avi\u00e3o chegar no local, porque os pilotos n\u00e3o estavam na base. Ent\u00e3o, contratei m\u00e3o de obra para ficar de prontid\u00e3o para atender os momentos de urg\u00eancia\u201d, explica Beto Textor, piloto propriet\u00e1rio da Aerotex Avia\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola, que tamb\u00e9m \u00e9 credenciada junto ao governo federal para combater inc\u00eandios em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o ambiental da Uni\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>O projeto da Brigada A\u00e9rea de Rio Verde que come\u00e7ou com apenas uma aeronave, exclusiva durante um m\u00eas, deu t\u00e3o certo que foi estendido por mais dois meses e hoje funciona de julho a setembro. O grupo de produtores cresceu \u2013 j\u00e1 s\u00e3o 150 membros, sediados em Rio Verde, Montividiu, Para\u00fana, Jata\u00ed, Santa Helena e Acre\u00fana. E a quantidade de aeronaves foi ampliada para tr\u00eas, o que permite combater focos simult\u00e2neos em localidades diferentes ou refor\u00e7ar opera\u00e7\u00f5es maiores, como aconteceu recentemente quando o fogo atingiu uma planta\u00e7\u00e3o de eucaliptos.<\/p>\n<p><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p>Os produtores do grupo rateiam o custeio de manuten\u00e7\u00e3o dos avi\u00f5es e de sal\u00e1rios dos pilotos e t\u00e9cnicos. Quem aciona a brigada a\u00e9rea \u00e9 respons\u00e1vel por pagar as horas de v\u00f4o, mas os vizinhos acabam compartilhando esse custo porque sabem que se o fogo descontrolasse, poderia alcan\u00e7ar suas fazendas.<\/p>\n<p>\u201cO avi\u00e3o \u00e9 a ferramenta mais \u00e1gil que o produtor disp\u00f5e hoje para controlar inc\u00eandios, ainda mais nessa \u00e9poca que as condi\u00e7\u00f5es atendem a \u2018regra dos 30\u2019: temperatura acima de 30\u00baC, umidade do ar abaixo de 30\u00baC e vento acima de 30 km\/hora\u201d, explica Beto Textor, da Aerotex. \u201cFazemos um trabalho conjunto com as equipes de solo, porque o avi\u00e3o resfria as chamas para elas fazerem o rescaldo [opera\u00e7\u00e3o para apagar todos os focos remanescentes que possam reacender as chamas]\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Somente nos meses de julho e agosto a empresa fez cerca de 80 horas de v\u00f4o e 400 lan\u00e7amentos de \u00e1gua para combater inc\u00eandios nas \u00e1reas do grupo de produtores. Em setembro, com o tempo mais seco e quente, o trabalho se intensificou.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da integra\u00e7\u00e3o dos produtores no combate a inc\u00eandios, o grupo estabeleceu que 50% do valor pago \u00e0 Aerotex pelas horas voadas \u00e9 revertido para entidades assistenciais de Rio Verde e regi\u00e3o. No final de agosto, a Associa\u00e7\u00e3o Beneficente Auta de Sousa, de acolhimento a idosos, e a Associa\u00e7\u00e3o Pestalozzi Escola Dunga, que atende pessoas com defici\u00eancia e\/ou em situa\u00e7\u00e3o de risco, receberam R$ 30.000 cada. Em 2018, o Hospital do C\u00e2ncer de Rio Verde foi contemplado com R$ 45.000,00.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o in\u00fameros os benef\u00edcios de se ter uma brigada a\u00e9rea em funcionamento. Primeiro, manter a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente: o produtor brasileiro \u00e9 o que mais preserva no mundo e tem cuidado com inc\u00eandios florestais, mas \u00e9 sempre acusado de colocar fogo. Outra vantagem da Brigada \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o entre os produtores e o lado filantr\u00f3pico\u201d, ressalta o presidente da Aprosoja-GO, Adriano Barzotto, que tamb\u00e9m participa da Brigada A\u00e9rea de Rio Verde \u2013 um projeto pioneiro no Brasil que alia preocupa\u00e7\u00e3o ambiental, solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e integradas no combate a inc\u00eandios e compaix\u00e3o \u00e0 comunidade local.<\/p>\n<p><strong><em>* Reportagem: Laura de Paula\/Aprosoja-GO<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>* Foto: Acervo Brigada A\u00e9rea<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores lutam para combater os preju\u00edzos das queimadas nas propriedades e mant\u00eam projeto que apaga o fogo e acende a esperan\u00e7a em comunidades locais Clima seco, altas temperaturas, palhada no solo, ventania. Est\u00e1 lan\u00e7ado o combust\u00edvel que fomenta o fogo nas beiras de estradas e propriedades rurais nesta \u00e9poca do ano. Todos os dias, os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11081,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10,18,21],"tags":[],"class_list":["post-11080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","category-noticias-go"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11080"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11084,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11080\/revisions\/11084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}