{"id":12259,"date":"2022-12-23T16:02:01","date_gmt":"2022-12-23T19:02:01","guid":{"rendered":"https:\/\/aprosojago.com.br\/?p=12259"},"modified":"2022-12-23T16:02:01","modified_gmt":"2022-12-23T19:02:01","slug":"aprosoja-go-participa-de-debate-sobre-desafios-para-pesquisa-e-inovacao-na-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprosojabrasil.com.br\/go\/blog\/2022\/12\/23\/aprosoja-go-participa-de-debate-sobre-desafios-para-pesquisa-e-inovacao-na-agricultura\/","title":{"rendered":"Aprosoja-GO participa de debate sobre desafios para pesquisa e inova\u00e7\u00e3o na agricultura"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>Dois representantes do setor produtivo agropecu\u00e1rio debateram com os pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) problemas, desafios para pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de perspectivas para a agricultura no Cerrado durante a \u201cReuni\u00e3o T\u00e9cnica: Resultados de projetos e Perspectivas em PD&amp;I na Embrapa Cerrados\u201d, encontro realizado no in\u00edcio de dezembro em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O chefe geral da Unidade, Sebasti\u00e3o Pedro, moderou uma mesa redonda com os convidados Joel Ragagnin, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja, Milho e Outros Gr\u00e3os Agr\u00edcolas do Estado de Goi\u00e1s (Aprosoja Goi\u00e1s) e membro do Comit\u00ea Assessor Externo (CAE) da Embrapa Cerrados e do Grupo Associado de Agricultura Sustent\u00e1vel (GAAS); e Jos\u00e9 Guilherme Brenner, presidente da Cooperativa Agropecu\u00e1ria da Regi\u00e3o do Distrito Federal (COOPA-DF).<\/p>\n<p>\u201cNossos convidados representam o setor produtivo, onde a inova\u00e7\u00e3o acontece\u201d, disse Sebasti\u00e3o Pedro, acrescentando que os pesquisadores devem vislumbrar lacunas de oportunidades a partir das falas de Ragagnin e Brenner sobre as pesquisas da Embrapa. Os convidados abordaram suas experi\u00eancias e vis\u00f5es sobre o setor agropecu\u00e1rio e responderam a questionamentos dos pesquisadores.<\/p>\n<p>Joel Ragagnin falou da trajet\u00f3ria como engenheiro agr\u00f4nomo, produtor de gr\u00e3os, carne e leite em Jata\u00ed (GO) e dirigente da Aprosoja Goi\u00e1s, apontando problemas e oportunidades. \u201cApesar da P&amp;D (no agro) ser bastante importante, ainda est\u00e1 bastante aqu\u00e9m do que se pratica no dia a dia das propriedades. Observamos uma grande quantidade de recursos desperdi\u00e7ados em fun\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de um estudo mais aprofundado. Isso n\u00e3o \u00e9 uma cr\u00edtica, mas uma constata\u00e7\u00e3o do que vemos na pr\u00e1tica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele apontou que o grande desafio atual \u00e9 produ\u00e7\u00e3o e produtividade. \u201cO produtor \u00e9 fascinado pela produtividade, e a gente vem trazendo o equil\u00edbrio disso e a necessidade de ele ser sustent\u00e1vel n\u00e3o apenas no crit\u00e9rio financeiro\u201d, afirmou, citando o trabalho do GAAS com outras institui\u00e7\u00f5es, visando \u00e0 sustentabilidade de forma mais ampla.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que 30% de todos os recursos que usamos na agricultura n\u00e3o s\u00e3o validados, muito porque, \u00e0s vezes, n\u00e3o fazem parte do foco da P&amp;D. Mas eles s\u00e3o utilizados com a cren\u00e7a de que d\u00e3o resultado. Como temos n fatores que determinam os resultados das nossas lavouras, eles precisam ser melhor estudados\u201d, explicou Ragagnin, defendendo que os resultados da pesquisa sejam partilhados com os produtores. \u201cMesmo podendo ser simples e superficial, a pesquisa valida muitas coisas que n\u00f3s utilizamos de maneira incorreta\u201d, completou.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Guilherme Brenner falou sobre sua experi\u00eancia pessoal no contexto hist\u00f3rico do desenvolvimento agr\u00edcola do Cerrado do Planalto Central, como a introdu\u00e7\u00e3o do capim braqui\u00e1ria e de sistemas integrados como o Barreir\u00e3o, as recomenda\u00e7\u00f5es para o manejo da fertilidade do solo, as primeiras variedades de soja adaptadas \u00e0 regi\u00e3o, as solu\u00e7\u00f5es para o cancro da haste (em soja), o Sistema Plantio Direto e a valida\u00e7\u00e3o de fungicidas para a ferrugem asi\u00e1tica da soja. \u201cA Embrapa, em toda a minha hist\u00f3ria como produtor, sempre permeou todos esses momentos em que apareceram os desafios e necessidades, com tecnologias que foram transferidas ao produtor. A agricultura tropical deve muito \u00e0 Empresa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele citou o pioneirismo da COOPA-DF na produ\u00e7\u00e3o de trigo irrigado com a participa\u00e7\u00e3o da Embrapa, que desenvolveu cultivares como a BRS 264 e BRS 254, at\u00e9 hoje as mais plantadas na regi\u00e3o, em sistemas que possibilitam a rota\u00e7\u00e3o de culturas e d\u00e3o sustentabilidade aos piv\u00f4s de irriga\u00e7\u00e3o. \u201cSem o trigo, a \u00e1rea irrigada da nossa regi\u00e3o perderia muito do ponto de vista de doen\u00e7as e sem a rota\u00e7\u00e3o de culturas\u201d, comentou.<\/p>\n<p>O presidente da cooperativa v\u00ea como oportunidade de pesquisa a esta\u00e7\u00e3o seca do Cerrado e o per\u00edodo de safrinha (2\u00aa safra de ver\u00e3o), por possibilitar boa qualidade de produ\u00e7\u00e3o. \u201cAqui temos a quest\u00e3o da altitude e da possibilidade de irriga\u00e7\u00e3o ou mesmo de produzir em sistema de sequeiro, de diversificar (os plantios) com girassol, feij\u00e3o-caupi e pulses para alimenta\u00e7\u00e3o humana. Nesse contexto, podemos pensar na sustentabilidade atrav\u00e9s da safrinha\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Outra oportunidade apontada por Brenner \u00e9 o uso das \u00c1reas de Reserva Legal. \u201cTemos uma grande possibilidade de criar tecnologias que possibilitem o uso sustent\u00e1vel das reservas legais por meio da explora\u00e7\u00e3o florestal e de esp\u00e9cies nativas\u201d, disse. Ele acrescentou que o avan\u00e7o biol\u00f3gico da agricultura proporcionar\u00e1 um salto e mudar\u00e1 a perspectiva. \u201cTalvez a perspectiva seja de alimentarmos o solo biologicamente para que possamos produzir as plantas e ter produtividade\u201d, projetou.<\/p>\n<p>Joel Ragagnin comentou que as diferen\u00e7as entre a agricultura familiar e a empresarial est\u00e3o mais relacionadas ao ganho de escala e ao acesso a recursos que a princ\u00edpios. \u201cNas pequenas propriedades, h\u00e1 um olhar muito mais conservador e t\u00e9cnico sobre os processos realizados. Os conceitos propagados pelo GAAS t\u00eam como origem as pequenas propriedades e os movimentos biodin\u00e2micos de produ\u00e7\u00e3o. Na agricultura empresarial, estamos tentando trazer isso de uma escala pequena para uma escala macro. Tem sido um desafio muito grande, pois a cada modifica\u00e7\u00e3o a consequ\u00eancia torna o processo diferente\u201d, afirmou, exemplificando que a ado\u00e7\u00e3o de cultivares transg\u00eanicas e do cons\u00f3rcio milho-braqui\u00e1ria, bem como o crescimento exponencial do uso de insumos biol\u00f3gicos trouxeram novos desafios de manejo. \u201cDa\u00ed a necessidade da P&amp;D: precisamos da previsibilidade do que vai acontecer\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Insumos biol\u00f3gicos e Sistema Plantio Direto<\/strong><\/p>\n<p>Sobre o manejo do solo com o uso de bioinsumos e outras tecnologias, Brenner alegou que falta assertividade t\u00e9cnico-cient\u00edfica quando \u00e0 efic\u00e1cia dos produtos. \u201cEstou plantando usando uma determinada bact\u00e9ria que vai ajudar a solubilizar o f\u00f3sforo, por exemplo, e estou acreditando. Mas n\u00e3o tenho ainda um ponto de vista t\u00e9cnico efetivo. Em nossa atividade, existem muitos \u2018vendedores de ilus\u00f5es\u2019 que batem \u00e0 nossa porta, oferecem algo dizendo que vai nos dar algumas sacas\/ha a mais, mas realmente n\u00e3o sabemos (se funciona). Muitas vezes, vamos nos fiar na pesquisa cient\u00edfica, fazendo uma escolha baseada no que \u00e9 recomendado por ela. Por isso \u00e9 importante o m\u00e9todo (cient\u00edfico)\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Para o presidente da COOPA-DF, a pesquisa atual deve enfocar os insumos biol\u00f3gicos e a ativa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do solo, definindo o que pode ser efetivo e quais os rumos devem ser tomados pelo produtor. \u201cIsso abre uma s\u00e9rie de possibilidades na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Estamos em ambiente tropical, onde as coisas acontecem com muita velocidade no solo. Os potenciais s\u00e3o imensos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Entusiasta dos estudos em biologia do solo e usu\u00e1rio da tecnologia Bioan\u00e1lise do Solo (BioAS) para identifica\u00e7\u00e3o das correla\u00e7\u00f5es entre ambientes mais e menos produtivos \u00e0 qualidade biol\u00f3gica do solo, Ragagnin disse n\u00e3o saber o que de fato ocasiona determinadas consequ\u00eancias do emprego de insumos biol\u00f3gicos. Apesar disso, citou como bem-sucedida a experi\u00eancia com o uso de microrganismos no tratamento de sulcos de plantio para o controle de nematoides e de adubos organominerais.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso s\u00f3 funciona de maneira integrada. A gen\u00e9tica sempre foi o guia, e a biotecnologia uma aceleradora, que torna o processo mais r\u00e1pido e seguro. Mas a gen\u00e9tica n\u00e3o se sustenta sem o manejo. Acredito que o grande seguro para a agricultura \u00e9 relacionado ao ambiente adequado, a um manejo equilibrado e a uma gen\u00e9tica de qualidade. E a biologia pode \u2018amortecer\u2019 a maioria dos problemas nos ambientes de maior risco \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u201d, analisou o presidente da Aprosoja Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Guilherme Brenner ressaltou a import\u00e2ncia do Sistema Plantio Direto (SPD) para os sistemas de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1rios no Cerrado. \u201cAcredito que o SPD traz uma grande possibilidade por termos a rota\u00e7\u00e3o de culturas e a implanta\u00e7\u00e3o de novas culturas. Em nossa regi\u00e3o, come\u00e7amos a ampliar a produ\u00e7\u00e3o de safrinha, que entra num sistema que pode ter sorgo, milho, girassol, uma gama de culturas que vai proporcionar uma diversifica\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Por outro lado, ele apontou como gargalo a preponder\u00e2ncia das quest\u00f5es operacionais sobre o refinamento do sistema, al\u00e9m da grande preval\u00eancia da soja como primeira cultura, sem muitas alternativas economicamente vi\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cIndependentemente do tipo de solo, o SPD s\u00f3 funciona bem se houver incorpora\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica atrav\u00e9s de ra\u00edzes, para permitir que a \u00e1gua penetre nesse solo e seja retida nele, e que tenha uma boa palhada. Outras formas eventualmente v\u00e3o ter alguma restri\u00e7\u00e3o em produtividade\u201d, completou Joel Ragagnin, acrescentando que, segundo experi\u00eancias pr\u00f3prias, interven\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas \u00e0s vezes s\u00e3o necess\u00e1rias, mas, na maioria das vezes, n\u00e3o d\u00e3o resultado. J\u00e1 o plantio em curvas de n\u00edvel tem apresentado bons resultados na preven\u00e7\u00e3o de eros\u00f5es de solo e laminares.<\/p>\n<p><strong>Demandas de pesquisa e tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da COOPA-DF comentou que as experimenta\u00e7\u00f5es dos produtores s\u00e3o limitadas por quest\u00f5es de m\u00e9todo, que n\u00e3o \u00e9 cient\u00edfico, e pelo alto risco de realizarem uma experimenta\u00e7\u00e3o cujos resultados eles desconhecem. \u201cPor isso, \u00e9 importante a articula\u00e7\u00e3o da Embrapa com cooperativas que tenham um corpo t\u00e9cnico capacitado para a experimenta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de longo prazo. Essas cooperativas s\u00e3o excelentes difusoras de tecnologia\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da Aprosoja Goi\u00e1s defendeu o est\u00edmulo \u00e0 diversidade e \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o para a experimenta\u00e7\u00e3o em pequenas propriedades. \u201cQuando esses ambientes s\u00e3o estimulados a diversificarem, \u00e9 gerado um potencializador de observa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea \u2018for\u00e7a\u2019 as pessoas a observarem cada vez mais as mudan\u00e7as nos processos que elas fazem, seja no uso dos insumos, nas culturas que plantam ou na utiliza\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. Funciona muito bem quando voc\u00ea volta a esse ambiente e estimula a pessoa a falar e compartilhar sobre a experi\u00eancia que teve. \u00c9 o grande ponto de coleta de resultados\u201d, comentou, acrescentando que os custos da medida, considerando a possibilidade de retorno e os riscos, representam investimento.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 demanda por tecnologias por parte dos cooperados, Brenner destacou que a cooperativa proporciona a igualdade de oportunidades, sendo o cooperativismo fundamental no Pa\u00eds e no mundo. \u201cQuando a cooperativa faz uma compra de insumos ou da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, ela compra com o mesmo risco para todo mundo. A organiza\u00e7\u00e3o cooperativa \u00e9 uma forma de fazer que o pequeno produtor participe da escala do grande. \u00c9 uma maneira de dar escala a quem n\u00e3o tem escala\u201d, explicou,<br \/>\nEle discorda que haja uma dicotomia entre agricultores familiares e empresariais. \u201cAs coisas s\u00e3o muito mais din\u00e2micas e interativas. As zonas s\u00e3o muito mais cinzentas que preto no branco, n\u00e3o devemos fazer tanta segrega\u00e7\u00e3o nisso. Todo mundo precisa da tecnologia, que \u00e9 o que faz todos os produtores progredirem\u201d, opinou.<\/p>\n<p>J\u00e1 para Ragagnin, a distin\u00e7\u00e3o entre agricultores empresariais e familiares est\u00e1 relacionada ao alinhamento de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cApesar de fazermos a mesma coisa, as necessidades \u00e0s vezes s\u00e3o diferentes na escala, no tempo, na diversidade de produ\u00e7\u00e3o. Mas quem planta soja \u00e9 complementar a quem planta alface\u201d, explicou. \u201cE o ambiente cooperativo talvez seja o mais importante em toda a estrutura produtiva. Uma tecnologia usada em grandes fazendas, atrav\u00e9s da jun\u00e7\u00e3o de processos e da capilaridade da cooperativa ou da associa\u00e7\u00e3o, se torna vi\u00e1vel tamb\u00e9m nas pequenas fazendas\u201d, completou.<\/p>\n<p>No final da mesa redonda, Brenner e Ragagnin destacaram o papel fundamental dos pesquisadores da Embrapa. \u201c\u00c9 complicado imaginar quais ser\u00e3o os frutos da pesquisa, o que ser\u00e1 aplicado e o que n\u00e3o ser\u00e1. A Embrapa tem conosco uma parceria importante. Nossa agricultura \u00e9 um fator de orgulho para o nosso pa\u00eds e a quest\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o no mundo passa pelo Brasil e por voc\u00eas, que s\u00e3o a pe\u00e7a mais importante nessa equa\u00e7\u00e3o\u201d, disse o presidente da COOPA-DF. \u201cElevamos a import\u00e2ncia de voc\u00eas, pesquisadores e desenvolvedores de tecnologias, o que \u00e9 sempre fundamental\u201d, agradeceu o presidente da Aprosoja Goi\u00e1s.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"clear\"><em><span class=\"autor negrito\"><strong>Texto:<\/strong> Breno Lobato\/<\/span>Embrapa Cerrados<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois representantes do setor produtivo agropecu\u00e1rio debateram com os pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) problemas, desafios para pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de perspectivas para a agricultura no Cerrado durante a \u201cReuni\u00e3o T\u00e9cnica: Resultados de projetos e Perspectivas em PD&amp;I na Embrapa Cerrados\u201d, encontro realizado no in\u00edcio de dezembro em Bras\u00edlia. 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