A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) se fez presente nesta segunda-feira (5/8), em São Paulo, durante o Congresso da Abag 2019, evento que é promovido anualmente pela Associação Brasileira do Agronegócio e que teve como tema central “Agro: Momento Decisivo”.
Na ocasião, o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, divulgou aos participantes a “Carta de Palmas”, documento em que os sojicultores de todo o Brasil declaram a sustentabilidade da cadeia da soja no cerrado brasileiro.
A Carta de Palmas foi elaborada após o seminário Soja Responsável – Produzindo com Sustentabilidade, evento promovido pela Aprosoja Brasil em Palmas no dia 15 de julho.
O manifesto contem dados levantados pela Embrapa Territorial, segundo os quais a produção agrícola no cerrado do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ocupa 5% dessa área, dos quais a soja responde por apenas 3%.
“Os dados da Embrapa Territorial comprovam que o cerrado brasileiro não está ameaçado de extinção e que 72% dele estão preservados. Por isso, somos contra a moratória da soja no cerrado que está sendo proposta por ongs e traddings internacionais”, argumenta Braz.
O mercado chinês e a produção sustentável
Jingtao “Johnny” Chi, CEO da Cofco International, empresa chinesa que é uma das maiores investidoras do agronegócio mundial, afirmou durante a abertura do evento que a originação de soja no mercado brasileiro por parte da Cofco deve crescer em torno de 5% ao ano até 2024. Em 2018, a companhia comprou do Brasil 13 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas.
Ao destacar o aumento populacional e a necessidade de atender a demanda mundial por alimentos, Jingtao reconheceu a sustentabilidade da soja brasileira e sugeriu investimentos privados para garantir a compensação financeira aos produtores rurais pelos serviços ambientais prestados.
“A Cofco está disposta a cooperar com todos para conseguir soluções viáveis e a conversar para encontrar um caminho para alcançar nossos objetivos e garantir prosperidade para gerações de nossos agricultores”, afirmou.
A batalha da comunicação
A necessidade de qualificar a comunicação do setor agropecuário com a sociedade foi tema explorado pelos participantes do Congresso. O encontro foi marcado pela defesa da produção agropecuária diante do aumento das críticas de alguns veículos de comunicação contra o agro.
“Precisamos ganhar a guerra da comunicação e o agronegócio precisa se unir. É inadmissível que o agro tenha sido bombardeado pela mídia nacional falando que nosso alimento é inseguro, isso é uma inverdade”, declarou a ministra da agricultura Tereza Cristina.
“As informações divulgadas não refletem, necessariamente, a realidade do nosso setor, o que faz com que haja uma percepção negativa acerca do trabalho realizado por toda a cadeia produtiva”, acrescentou o presidente da Abag, Marcelo Britto.
Programação
A programação do Congresso incluiu três paineis que debateram a “Redução do Custo Brasil”, “Mecanismos Financeiros” e os “Pilares para o Futuro do Agro”, além de homenagens a personalidades que contribuíram com o sucesso do agro brasileiro.
Participaram também do Congresso da Abag o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS), o governador em exercício de São Paulo, Rodrigo Garcia, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Almirante Sergio Segovia, o presidente da SP Negócios, Juan Quirós, o presidente da empresa B3, Gilson Finkelsztain, além de representantes de entidades e de empresas ligadas ao setor agropecuário.
Aprosoja Brasil





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